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Carma e Reencarnação

Carma

Palavra do sânscrito Karma, que significa ato, feito, trabalho. O carma é energia/consciência em ação, a lei de causa, efeito e retribuição. Paulo disse: “Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Newton observou: “Para cada ação existe uma reação igual e contrária.” A lei do carma necessita da reencarnação da alma até que todo o carma esteja equilibrado. Assim, de uma vida para outra, o homem determina seu destino por meio dos seus atos, pensamentos, sentimentos e palavras. O livre-arbítrio nos dá uma tremenda margem de expressão própria e é uma das maiores dádivas que Deus nos concedeu como co-criadores. O carma está diretamente relacionado com o livre-arbítrio. As decisões do nosso livre arbítrio, expressas consciente ou inconscientemente, determinam como é qualificada a energia que flui através de nós e que tipo de carma estamos fazendo.

A energia da luz que flui constantemente, pelo nosso cordão de cristal, vindo da Presença do EU SOU passa por um processo importante – o da qualificação da luz. Essa luz chega até nós como uma energia pura e clara como cristal. Ela é luz não-qualificada, sem qualquer característica ou cunho de virtude. E ao qualificamos a luz é como fazemos carma, bom ou mau.

Por exemplo: O coração é o lugar onde geramos e sentimos as emoções do amor e da compaixão. Quando a pura energia da luz da Presença do EU SOU assume a vibração do amor, é qualificada, ou colorida, com a cor do terceiro raio e flui como luz rosa.

Saint Germain ensina o caminho acelerado da transmutação do carma pelo uso da chama violeta do Espírito Santo, e a transcendência dos sucessivos renascimentos por meio do caminho da Cristicidade individual, que conduz à ascensão demonstrada por Jesus.


Reencarnação

De acordo com as leis do carma, os pensamentos, palavras e ações nesta vida, determinarão o destino da pessoa em vidas futuras.

A reencarnação é olhada de muitas formas por todo o planeta. É interessante notar como ela é aceita em alguns lugares e como é vista com ceticismo em outros.

Antes do advento do Cristianismo, a reencarnação fazia parte das crenças espirituais de muitos dos povos da Europa, incluindo as antigas tribos teutônicas, os finlandeses, islandeses, lapões, noruegueses, suecos, dinamarqueses, os primitivos saxões, e os celtas da Irlanda, da Escócia, da Inglaterra, Bretanha, Gália e País de Gales. O autor Inácio Donnelly sugere que a crença dos celtas na reencarnação derivava dos habitantes do continente perdido da Atlântida que tinham migrado para a Irlanda.

Pessoas famosas ao longo da história acreditaram na reencarnação, incluindo Pitágoras, Platão, Orígenes de Alexandria, Nietzsche, Ralph Waldo Emerson, Kahlil Gibran, Benjamin Franklin, o general George Patton e Henry Ford, para mencionar apenas alguns.

A reencarnação também é um sistema cósmico de misericórdia, cujos ciclos proporcionam a estrutura para a alma alcançar maturidade espiritual. Ela dá tempo à alma para ir passando por várias experiências como homem ou mulher, pobre ou rico, de diferentes nacionalidades, etc. E dá à alma a oportunidade de encontrar um sem-número de circunstâncias que a ajudam a aprender as suas lições cármicas para poder avançar.

O Budismo ensina que as paixões e os desejos excessivos e desregrados são o que faz as pessoas reencarnarem constantemente. Até uma pessoa estar livre de desejo, não pode libertar-se da roda do renascimento.

Numa explicação bem simples, uma alma se mantém presa à terra enquanto tiver desejos desregrados e ânsia de realizá-los. E realizar desejos desregrados precipita carma negativo. Portanto, a conexão do desejo como a reencarnação tem dois aspectos. Uma alma reencarna (1) para satisfazer os seus desejos; (2) para equilibrar o carma negativo que fez ao realizar desejos passados. Para ajudar a alma a quebrar esta roda do renascimento e alcançar a sua liberdade, Gautama dá um conselho prático: nos libertarmos do desejo desregrado ou errado.

Quando compreendemos e aceitamos de forma correta a realidade do processo da reencarnação podemos desenvolver um sentido da continuidade da vida – passada, presente e futura. Estamos mais bem equipados para ver, para além da superfície das circunstâncias atuais, as causas cármicas subjacentes na nossa história pessoal e que remontam a muitos séculos.
Assim, nos certificamos que a reencarnação proporciona o tempo de que a alma precisa para realizar a sua missão, para que nos esforcemos para fazer o nosso melhor, e finalmente, para podemos realizar a plenitude da consciência divina onde estamos, isto é, realizar o pedido de Jesus: “Sede perfeitos com o meu Pai o é.”

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